INSPIRAÇÃO: REUTILIZANDO LÂMPADAS NA DECORAÇÃO

lindos balões para decoração com lampadas

E aí, gente!? Fiquei meio sumida esses dias, mas voltei!!! 🙂

Vendo uma coisa ou outra por esses sites de decoração, acabei encontrando algo bem legal e que fiquei apaixonada: lâmpadas, que já não usamos mais, decoradas de várias formas que deixam qualquer ambiente mais alegre e bonito! O melhor de tudo é que nem precisamos nos preocupar com o bolso, já que vez ou outra estamos trocando as lâmpadas de casa e pode ser que até tenha uma aí no fundo daquela “baguncinha” que você pode resgatar para reutilizá-la de uma forma bem divertida. Busquei fotos e achei uma ideia mais fofa que a outra! Confiram: Continuar lendo “INSPIRAÇÃO: REUTILIZANDO LÂMPADAS NA DECORAÇÃO”

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Lar não é “onde”, é “quem”!

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Às vezes, sentimos como se tudo estivesse certo e mesmo assim não nos sentimos à vontade. É intimidade, aconchego, sintonia. Ou a falta de tudo isso. Porque lar, isso de estar “em casa” vai muito além de onde estar. É sentir, saber com quem está. Muitas vezes estamos rodeados de pessoas e mesmo assim nos sentimos sós. Outras é preciso que apenas uma pessoa esteja ali, seja de corpo presente, de um “alô” pelo telefone, ou apenas um “olá” digitado. E já basta para nos sentirmos completos. O que acontece é que na maioria dos casos, não conseguimos detectar e deixamos que as coisas continuem mal. Talvez também por orgulho, falta de jeito, por não saber demonstrar. Mas, me deixa falar, eu tenho saudade, eu sempre tenho. Dizer isso não machuca, pelo contrário, alivia.

E tem coisa melhor do que viver leve?

Nayara Rosolen

Bagunça de lembranças!

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Jogada no chão da sala ela se via perdida em meio a tantas lembranças q foram guardadas por tanto tempo, em caixas que agora se encontravam espalhadas pelos cantos do cômodo. Esse agora que se parecia tão pequeno para tanta saudade que pairava no ar. As fotos já velhas e um pouco apagadas carregavam um enorme peso com a nostalgia inevitável que sentia. Aquele diário, qual nem lembrava mais da existência, com as folhas amareladas e palavras desenhadas que já não faziam tanto sentido. Seus olhos marejaram enquanto seus dedos iam tocando cada pequeno detalhe de tudo que ali existia. Um aperto no peito foi sentido ao ver, com os olhos embaçados que formavam uma gangue com as fugitivas que iam escorrendo pelo seu rosto, cada objeto. Tão pequenos, mas tão significativos. Seus olhos foram espremidos ao inalar o cheiro tão conhecido que ali ainda se encontrava. Apertando com força, soltou-o logo na caixa, se odiando por colocar tanto valor e significado em coisas tão tolas. Ela seria sempre assim: exagerada, sensitiva, apegada. Enchendo os pulmões e soltando longos suspiros, tudo já estava em seu devido lugar. Ou quase. Por dentro, ainda encontrava-se uma bela bagunça, mas que não seria capaz de ser organizada naquela tarde. Talvez nunca pudesse.

Apoiada sobre sua janela ela sentia o vento que ia soprando e secando seu rosto e, com os olhos ainda inchados, ela não poderia estar mais feliz por ter encontrado exatamente aquele lugar para morar. A vista do pôr-do-sol era maravilhosa dali e ela se sentia ainda mais próxima dessas coisas tão simples, mas que enchia sua alma de paz e sossego. Então ela entendeu. Por mais que estivesse longe, o “cara lá de cima” sempre a manteria perto de tudo que necessitava para que ficasse bem. Ao ver o céu laranja, que ela tanto amava, um sorriso fraco se estendeu sobre seu rosto, mas foi o suficiente para q seu peito inchasse de um calor inexplicável, a enchendo de luz. Fechou seus olhos e agradeceu. Sorte, benção, destino?

Ela tinha sorte por ser tão abençoada com um destino cheio de contradições – assim como ela.

Nayara Rosolen

Não há mais nada a fazer – e ela já sabia disso.

Ela abriu o notebook e viu a página em branco que deveria ser preenchida com coisas que entalavam em sua garganta formando um nó. Do peito surgiu um aperto e inevitavelmente seus olhos encheram-se de lágrimas. Aquele não havia sido um de seus melhores dias. A falta que ela vinha escondendo há tanto tempo e tentando enganar até a si mesma, sufocou. Um filme de todos os últimos anos passou pela sua cabeça e ela só conseguia pensar que rumo tudo teria tomado se algumas atitudes fossem diferentes. Ele errou. Ela errou. Jurava pra si mesma de que não havia arrependimento algum, mas no fundo sabia que faria o que fosse pra ter tudo de novo. E ela, que nunca soube lidar com partidas, chegava a se odiar algumas vezes por não ter dito tudo o que precisava a tempo. Sentiu um alvoroço no estômago e imediatamente lhe veio ele à cabeça. Sentiu uma vontade doida de chamar, mas não sabia o que esperar. Segurava os dedos para que aquelas palavras não fossem digitadas, mas algo por dentro a impulsionava a correr atrás. O máximo que poderia ganhar era o que já tinha: o silêncio! Por que não tentar quebra-lo¿ O que perderia caso não desse em nada¿ Algumas palavras duras talvez. Mas “quebrar a cara” já não era novidade e nada poderia ser pior do que já estava sentindo. Fechou os olhos e respirou fundo, metade dela era medo e a outra metade era impulso. Pior não podia ficar. Ou podia¿ E então, em voz alta soltou: É a última vez! Será¿ Depois de tantas idas e voltas não havia certeza alguma. Mas pra quem já tentou tantas vezes, não faria diferença. Abriu a conversa e digitou com ansiedade. Com os olhos semicerrados, enviou. Datas comemorativas eram sempre muito especiais e, mesmo que ele nunca se lembrasse, só de saber que hora ou outra apareceria, já era motivo pra que abrisse um sorriso e se sentisse abençoada por ter encontrado pessoas que a ajudaram tanto a crescer como pessoa – ele, provavelmente, a maior delas. Então, quando percebeu que não havia mais nada a fazer, apenas fechou os olhos e desejou que ele tivesse tudo aquilo que havia proporcionado a ela por tanto tempo. Adorava se fazer de durona, mas sabia que ao colocar a cabeça no travesseiro não conseguiria segurar mais nada do que guardava e, quando seus olhos estivessem cansados demais, ela dormiria. Cruzou os dedos e esperou que um dia deixasse de ser tão boba. Alguns dias são difíceis, mas eles sempre passam. Cada amanhecer é uma nova chance pra fazer tudo àquilo, de que não nos orgulhamos, diferente.

Nayara Rosolen

NÃO TEMOS MAIS TEMPO PARA NOS ENXERGAR!

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Em meio a tanta correria do dia-a-dia, imprevistos, trabalho, estudos, responsabilidades, preocupações, acabamos entrando no automático. Sim, como uma máquina. Sorrimos sem estar felizes, dizemos “tudo bem” sem parar para nos analisar e ver se realmente estamos bem, acordamos com um “bom dia” mal falado, pelo sono – que não consegue mais ser reposto em uma noite –, conversamos com uma simpatia e um carisma que questionamos hora ou outra pelo simples fato de o dia parecer tão cheio e, ao mesmo tempo, que algo está faltando.

Vejo dezenas de pessoas diariamente, reparo – observadora que sou – em cada feição, como os sorrisos abrem e também como se esvaem quando é pra falar de como o mundo caminha. Sinto o brilho no olhar e toda animação de quem gosta de espalhar o bem e consegue, mesmo, contagiar. Em compensação, lamento aqueles que nem se esforçam para melhorar, um pouquinho que seja, o próprio dia, com a cara “amarrada” ou os olhos tristes que denunciam a esperança e o amor que nos falta. Sinto olhares julgadores de quem deixa de se olhar para olhar o outro e esquece que por fora é só uma casquinha de tudo o que carregamos por dentro, de tudo o que somos capazes e podemos proporcionar. Percebo olhares surpresos ao descobrirem uma pontinha de tudo o que há por dentro. E me alegro com as oportunidades que nos damos de nos conhecer melhor.

 A cada rosto é uma nova descoberta, um novo olhar para o mundo, um novo riso, novas histórias, muitas lembranças, valiosos ensinamentos… Tudo o que me faz acreditar que, um dia, o nosso cumprimento na rua por um conhecido não será só por educação – muitas vezes ainda são sem –; que o acordar não será um dia a menos e sim um a mais; que o amor, se não for correspondido, será próprio; que agradeceremos muito mais do que reclamaremos; que nos enxergaremos e saberemos compreender o que estamos sentindo, mas, o mais importante, vamos conseguir enxergar quem está ao nosso lado e compreender que ele também sente.

Comece agora!

Nayara Rosolen

Até Logo!

Digitou. Apagou. Pensou. Juntou frases e pensamentos. Trocou as ordens. Parou. Olhou. Que merda! Nada parecia fazer sentido naquele mar de palavras que não eram o que realmente estava sentindo por dentro. Sentia falta. Sentia sono. E nada parecia fazer muito sentido. Como agora. Queria conseguir colocar os sentimentos de uma forma simples. Com palavras simples. Como sempre foi. Leu textos antigos. Sentiu mais falta. Tudo parecia devagar, assim como esse texto, cheio de pontos finais. Assim como a vida parecia agora, cheia de partidas. Torceu para que aquilo não a afetasse a ponto de ficar com os olhos inchados. Sorriu com os olhos. Pela primeira vez, o coração não apertou. O nó não foi feito na garganta. Seus lábios não ficaram trêmulos. Mas ainda sentia falta. E tinha um lugar vazio. Vazio de alguém, mas recheado de lembranças que a fazem ser quem se tornou. Depois de tanto lutar com as palavras, fechou os olhos e se entregou ao sono. Nos sonhos as cenas não mudavam muito, mas ela podia se desligar da realidade por algumas horas. Sempre acordava achando que as coisas poderiam mudar. E sabia que iriam. Mas também sabia que isso dependeria dela e ela não estava preparada para dizer adeus. Até logo, seu coração dizia.

Nayara Rosolen