Emprestando as palavras de: Clarissa Corrêa!

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“Tenho procurado não valorizar o que é baratinho. Se algo me irrita procuro me “desirritar” fazendo algo que goste, como ouvir minha música preferida 10x seguidas, dar uma caminhada no parque, ler um bom livro, assistir um filme, tomar chá de camomila ou contar até vinte e cinco mil de frente pra trás e de trás pra frente. Se eu esqueço a chave de casa chamo o chaveiro. Se eu perco a consulta no médico marco de novo ou imploro para a secretária remarcar assim que possível. Se eu pego um engarrafamento aproveito para ver se não surgiu nenhuma ruga nova. Se eu bato o pé no cantinho da mesa grito bem alto todos os palavrões que a vida me ensinou. E pronto. Acabou. Sem drama, sem neura, sem arrancar os cabelos, sem me achar a Sofrenilda da Vez, sem pensar que o mundo inteirinho me odeia e está conspirando contra mim, sem achar que é castigo divino, praga, azar ou coisa parecida. Não existe castigo, não existe praga, não existe azar. O que existe é a sua cabeça que de vez em quando adora jogar contra você mesmo.”

Clarissa Corrêa.