Playlist da semana: 4 anos sem Chorão (CBJr)

Há exatos 4 anos tivemos a triste notícia que o vocalista de uma das bandas de rock mais queridas do Brasil havia falecido. Chorão marcou a minha infância e adolescência, como a de milhões de brasileiros. Desde a época em que o som de “Te Levar” entrava na minha casa todos os dias a tarde na abertura de malhação, as rodas que meus amigos formavam no colégio para cantar suas músicas, até os vários momentos que tenho marcados com as suas melodias.

Nunca achei que pudesse ouvi-las tão de perto da própria banda, mas tive a oportunidade de assistir um show no litoral, em 2012, um ano antes do cantor nos deixar. Prometi que iria nos próximos, mas não deu tempo. Foi impossível não se chocar e mais difícil ainda é lembrar a saudade que deixou.

Portanto, nada mais justo do que hoje dedicar uma playlist todinha para relembrar os bons momentos e as letras que mais ficaram marcadas, em homenagem à ele, que cantou tanta realidade e tantas coisas bonitas:

Proibida pra mim 

Te levar 

Só por uma noite 

Longe de você 

Me pirou o cabeção

Dias de luta, dias de glória 

Senhor do tempo 

Ela vai voltar 

Só os loucos sabem 

Me encontra 

Céu azul 

Meu novo mundo 

Um dia a gente se encontra 

Para finalizar esse post, uma citação dele, que era O cara:

Então, se você tem pai, se você tem mãe, se você tem uma casa, se você tem uma comida na mesa, se tem uma cama limpinha, quentinha, se você tem saúde, se você enxerga, se você escuta, se você se supera, se você erra e aprende com o seu erro, aí você é feliz, aí você tem tudo!

-Chorão

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Você está passando por uma fase difícil? Precisamos falar sobre isso!

Bom dia, gente!!!

Sábado, dia de descanso para muitos (principalmente aqueles que tiveram um feriado prolongado), dia de aproveitar… Mas também dia de refletir! Dia 10 de Setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e por isso durante todo esse mês rola o 1Setembro Amarelo1

Para quem viu, eu fiz um post no 7Seasons falando sobre como detectar se alguém está passando por esse momento crítico e pode chegar a cometer o ato e também como podemos ajudar. Para quem não viu, o post continua lá: Suicídio é coisa séria! Não deixe de conferir.

Mas hoje eu gostaria de falar sobre o assunto de forma mais íntima e direta, com aqueles que possam estar passando por esse transtorno. Muitas coisas podem levar as pessoas à um ato tão cruel consigo mesmo e chegar a tirar a própria vida, principalmente problemas mentais. E com isso quero dizer: depressão, ataques de pânico, bullying, ansiedade, drogas tudo o que possa mexer com a sua sanidade psicológica (causa de quase 100% dos suicídios).

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Acho que vocês já estão cansados de saber que eu comecei a escrever com os meus 11/12 anos, mas isso aconteceu porque eu estava começando a entrar em uma fase delicada. Além de começar a surgir meu interesse e minhas paixõezinhas, eu comecei a ter que enfrentar outras coisas, como autoestima, amor próprio, autoaceitação, autoconhecimento… Era muita coisa ao mesmo tempo! Eu não queria sair de casa e não saía, dava desculpas para não encontrar meus amigos, eu que parecia rata de piscina e passava o dia todo na água se deixasse, recusava convites para ir ao clube com as minhas amigas. Minhas notas que sempre foram boas tiveram uma queda, porque eu já não tinha ânimo para estudar. Tudo se tornava algo grande demais, tudo parecia ser o fim. De repente, tudo o que falaram para mim até aquele momento e que eu não dava a mínima (“você precisa emagrecer”, “você só vai ser feliz quando for magra”, “quando você fora magra vai pode fazer isso, poder vestir aquilo” e etc) começou a pesar para mim. Comecei a me comparar com outras pessoas, a me achar feia, pensar que nunca ninguém iria querer ficar comigo. Sempre tive amigos, que tenho comigo até hoje, nunca recebi xingamentos diretos (apesar de sempre notar como as pessoas me olhavam, ou pareciam olhar), mas “dentro de casa” sempre tive essa pressão para entrar nos padrões. E eu não entendia porque as pessoas que (no meu modo de pensar) deveriam ser as primeiras a me aceitarem e me ensinarem a me amar como fosse, eram as que mais cobravam. Eu me excluía para que as pessoas não vissem o que eu mesma não aceitava em mim. Ficava em casa, na internet, onde eu poderia ser vista apenas com o que eu era por dentro. Anos depois, quando já estava melhor, fui em uma psicóloga e ela disse que eu estava com começo de depressão. Fico imaginando o que ela diria se tivesse me pego na pior fase. Nunca cheguei a tentar nada contra mim mesma, mas tinha pensamentos do tipo “preferiria morrer”, mesmo quando a questão era apenas uma nota baixa, ou quando sentia que não daria conta das coisas. Cheguei a pesquisar na época, muita coisa sobre bulimia e anorexia e muitas vezes tentava devolver tudo o que comia. Para mim, isso não foi muito longe, não continuei, mas para muitas pessoas é uma realidade.

Sei que o que estou contando pode não fazer sentido para a maioria, mas também sei que muita gente também passa por situações como essas calada. Assim como eu, que nunca falei sobre o assunto, até mesmo por medo de julgamentos. Mas em situações como esses o que a gente mais precisa é falar. É discutir, é se ajudar!

Hoje vivo de bem comigo mesma, saio, faço amigos, vou atrás do que gosto e quero fazer. Mas ainda tenho minhas crises, de me fechar para as pessoas e ficar um tempo refletindo. Ainda tenho que lidar com quem acha que minha vida é só pensar no meu corpo. Mas não me deixo abater por muito tempo, me obrigo muitas vezes à sair de casa, porque sei que isso me faz bem, mesmo que uma parte muito grande de mim só queira se trancar. E se hoje eu sou assim é porque eu percebi que precisava de ajuda e fui atrás.

É por isso que não podemos ficar parados e muito menos calados. A minha intenção contando isso é que quem possa estar passando pelo mesmo, sinta que não está sozinha.  Milhares de pessoas passam por dificuldades como essa diariamente, e a cada 40 segundos uma pessoa tira a vida. É triste saber de dados como esse, dói saber que tantas pessoas que poderiam melhorar e ter uma vida feliz e saudável com o apoio necessário, não estão mais aqui para ter consciência disso. Mas essas informações muitas vezes são omitidas e isso só dificulta ainda mais uma ajuda.

NÃO É FÁCIL,  mas tem solução! Então, se está passando por algo, converse, se abra, se não conseguir se abrir com pessoas próximas, procure um profissional, ninguém irá te auxiliar melhor do que ele.

Para quem perceber atitudes e comportamentos suspeitos: não trate com naturalidade, como se fosse bobeira, só uma fase, drama, ou apenas coisa da idade. Pode ser um pedido de ajuda.

E vamos continuar passando para frente essa campanha, divulgar o assunto, colocar em discussão isso que é tão sério e merece nossa atenção!

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Imagem: Pinterest

Ah, e se você quiser compartilhar sua história, deixar sugestões ou mesmo apenas conversar, eu vou amar receber um email seu: sorrirparaencantar@gmail.com 

Imagem em destaque (editada): Pinterest.

Beeeijos e até amanhã 1

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