Olhe para trás!

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Imagem: WeHeartIt

Arraste alguns móveis, abra algumas caixas, tire a poeira, recorde alguns momentos, deixe que o filme passe pela sua mente. Pode ser que surjam alguns sorrisos e até mesmo algumas lágrimas. Não tem problema. Não se sinta bobo, nem tenha vergonha. Isso mostra que existe alguém aí dentro. E, melhor, mostra que já existiu alguém aí dentro no passado. Alguém que se parece muito com você: os mesmos olhos, as mesmas covinhas ao sorrir, a mesma fisionomia.

Algumas pessoas que você não fala, e até mesmo não se recorde há anos, podem surgir. Os momentos com elas vão se reacender. São pessoas que marcaram presença de corpo e alma e não estavam ali apenas para a cumular, que vieram para somar, para ensinar e aprender, trocar experiências e que também tiveram a hora de dizer tchau. Talvez não hora marcada, com despedida ensaiada, mas, sem perceberem, de repente aquela conversa diária se perdeu, junto com o número que você não sabe mais onde colocou. Até abrir aquela agenda toda empoeirada.

Então nomes, números e sonhos reaparecem. Assim, do nada, sem avisar. E é como se você estivesse em casa de novo.

O mesmo brilho no olhar que tinha ao sonhar, é o mesmo brilho no olhar ao perceber que realizou.

Os mesmos nomes que, com você, fizeram e compartilharam histórias fazem com que perguntas comecem a surgir de todos os lados “Será que o número é mesmo?” “Será que seguiu o caminho que desejava?” “Será que continua com o mesmo jeito?”… Todos esses “serás” são respondidos com a simples atitude de um “Olá”. Olá esse que você não sabe porque demorou tanto tempo para acontecer. Talvez tenha permitido que a vida afastasse, talvez em algum momento anterior não fizesse sentido ou talvez algumas desculpas esfarrapadas, que você nem lembra, tenham sido dadas. Agora não importa mais. Uma mensagem é suficiente para você se sentir a vontade e perceber que certas coisas nunca mudam.

Ainda bem.

Como já dizia alguém que eu não sei ao certo quem é “os verdadeiros a gente sabe quem são”.

As pessoas e os sonhos.

Você está passando por uma fase difícil? Precisamos falar sobre isso!

Bom dia, gente!!!

Sábado, dia de descanso para muitos (principalmente aqueles que tiveram um feriado prolongado), dia de aproveitar… Mas também dia de refletir! Dia 10 de Setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e por isso durante todo esse mês rola o 1Setembro Amarelo1

Para quem viu, eu fiz um post no 7Seasons falando sobre como detectar se alguém está passando por esse momento crítico e pode chegar a cometer o ato e também como podemos ajudar. Para quem não viu, o post continua lá: Suicídio é coisa séria! Não deixe de conferir.

Mas hoje eu gostaria de falar sobre o assunto de forma mais íntima e direta, com aqueles que possam estar passando por esse transtorno. Muitas coisas podem levar as pessoas à um ato tão cruel consigo mesmo e chegar a tirar a própria vida, principalmente problemas mentais. E com isso quero dizer: depressão, ataques de pânico, bullying, ansiedade, drogas tudo o que possa mexer com a sua sanidade psicológica (causa de quase 100% dos suicídios).

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Acho que vocês já estão cansados de saber que eu comecei a escrever com os meus 11/12 anos, mas isso aconteceu porque eu estava começando a entrar em uma fase delicada. Além de começar a surgir meu interesse e minhas paixõezinhas, eu comecei a ter que enfrentar outras coisas, como autoestima, amor próprio, autoaceitação, autoconhecimento… Era muita coisa ao mesmo tempo! Eu não queria sair de casa e não saía, dava desculpas para não encontrar meus amigos, eu que parecia rata de piscina e passava o dia todo na água se deixasse, recusava convites para ir ao clube com as minhas amigas. Minhas notas que sempre foram boas tiveram uma queda, porque eu já não tinha ânimo para estudar. Tudo se tornava algo grande demais, tudo parecia ser o fim. De repente, tudo o que falaram para mim até aquele momento e que eu não dava a mínima (“você precisa emagrecer”, “você só vai ser feliz quando for magra”, “quando você fora magra vai pode fazer isso, poder vestir aquilo” e etc) começou a pesar para mim. Comecei a me comparar com outras pessoas, a me achar feia, pensar que nunca ninguém iria querer ficar comigo. Sempre tive amigos, que tenho comigo até hoje, nunca recebi xingamentos diretos (apesar de sempre notar como as pessoas me olhavam, ou pareciam olhar), mas “dentro de casa” sempre tive essa pressão para entrar nos padrões. E eu não entendia porque as pessoas que (no meu modo de pensar) deveriam ser as primeiras a me aceitarem e me ensinarem a me amar como fosse, eram as que mais cobravam. Eu me excluía para que as pessoas não vissem o que eu mesma não aceitava em mim. Ficava em casa, na internet, onde eu poderia ser vista apenas com o que eu era por dentro. Anos depois, quando já estava melhor, fui em uma psicóloga e ela disse que eu estava com começo de depressão. Fico imaginando o que ela diria se tivesse me pego na pior fase. Nunca cheguei a tentar nada contra mim mesma, mas tinha pensamentos do tipo “preferiria morrer”, mesmo quando a questão era apenas uma nota baixa, ou quando sentia que não daria conta das coisas. Cheguei a pesquisar na época, muita coisa sobre bulimia e anorexia e muitas vezes tentava devolver tudo o que comia. Para mim, isso não foi muito longe, não continuei, mas para muitas pessoas é uma realidade.

Sei que o que estou contando pode não fazer sentido para a maioria, mas também sei que muita gente também passa por situações como essas calada. Assim como eu, que nunca falei sobre o assunto, até mesmo por medo de julgamentos. Mas em situações como esses o que a gente mais precisa é falar. É discutir, é se ajudar!

Hoje vivo de bem comigo mesma, saio, faço amigos, vou atrás do que gosto e quero fazer. Mas ainda tenho minhas crises, de me fechar para as pessoas e ficar um tempo refletindo. Ainda tenho que lidar com quem acha que minha vida é só pensar no meu corpo. Mas não me deixo abater por muito tempo, me obrigo muitas vezes à sair de casa, porque sei que isso me faz bem, mesmo que uma parte muito grande de mim só queira se trancar. E se hoje eu sou assim é porque eu percebi que precisava de ajuda e fui atrás.

É por isso que não podemos ficar parados e muito menos calados. A minha intenção contando isso é que quem possa estar passando pelo mesmo, sinta que não está sozinha.  Milhares de pessoas passam por dificuldades como essa diariamente, e a cada 40 segundos uma pessoa tira a vida. É triste saber de dados como esse, dói saber que tantas pessoas que poderiam melhorar e ter uma vida feliz e saudável com o apoio necessário, não estão mais aqui para ter consciência disso. Mas essas informações muitas vezes são omitidas e isso só dificulta ainda mais uma ajuda.

NÃO É FÁCIL,  mas tem solução! Então, se está passando por algo, converse, se abra, se não conseguir se abrir com pessoas próximas, procure um profissional, ninguém irá te auxiliar melhor do que ele.

Para quem perceber atitudes e comportamentos suspeitos: não trate com naturalidade, como se fosse bobeira, só uma fase, drama, ou apenas coisa da idade. Pode ser um pedido de ajuda.

E vamos continuar passando para frente essa campanha, divulgar o assunto, colocar em discussão isso que é tão sério e merece nossa atenção!

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Imagem: Pinterest

Ah, e se você quiser compartilhar sua história, deixar sugestões ou mesmo apenas conversar, eu vou amar receber um email seu: sorrirparaencantar@gmail.com 

Imagem em destaque (editada): Pinterest.

Beeeijos e até amanhã 1

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Sobre amizade, pagar micão e ser trouxiane!

Gente, quem não tem aquela amiga pra falar 24h no Whatsapp, mesmo que seja só bobeira, e passar as melhores/piores histórias e momentos juntas? Hahahaha Sou a rainha do desastre e pagação de mico, mas junto com a Lorraine, uma das minhas melhores amigas, parece que essas situações triplicam!

Eu aproveitei que estava passando uns dias na casa dos meus pais e chamei ela pra gravar um vídeo comigo (cansei de passar vergonha sozinha na internet kkkk) e falar um pouquinho da nossa amizade e de alguns momentos bizarros que passamos juntas! Foi muito divertido gravar esse vídeo e pretendo fazer alguns outros para soltar nesse mês comemorativo de um ano do blog, portanto, me digam o que estão achando 🙂 Pra quem não viu o primeiro onde eu falo mais do blog e de mim, está aqui: Vídeo TAG – Me conhecendo melhor!

Vou amar ler as opiniões e sugestões de vocês nos comentários 😉

Beeeijos e tenham um ótimo dia ❤ 

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O famoso Flashback!

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Vamos combinar, às vezes a gente pede pra sentir um aperto. Você sabe que se procurar o estômago vai revirar, se começar a digitar os dedos podem começar a tremer e depois de apertar o “enter” então, esqueça… Cada segundo se parece horas e horas de espera. Aquele tremelique estranho que passa pelo corpo, o estômago que fica enjoado só de pensar em qual será a resposta, e se ela existirá. É tortura, mas a gente procurou por ela. Como se não bastasse, ainda rolam uns flashbacks que podem chegar com a força de te fazer esquecer tudo o que deveria ser feito. A vida para. Tudo gira em torno daquele momento, que logo em seguida pode se tornar um arrependimento. É aquilo de “não tenho mais nada a perder”, “e se eu tentar só mais uma vez?”,  “Tiveram tantos momentos legais, por que não reviver?”.

A gente gosta de sofrer mais um pouquinho, espremer até a última gota da esperança e achar que tudo pode ser como era antes. Nada pode ser como era antes. O antes ficou, o mundo já girou, a vida já seguiu, se a gente bobear os ponteiros do relógio fazem hélice e saem por aí voando. Mas a gente não desiste. Uma simples mensagem que vai te levar dias para superar, assim como dá última vez. A gente procurou por ela. De novo. E a gente começou a escrever sobre o mesmo assunto já citado várias vezes, afim de tentar se distrair. De novo.

É um ciclo que parece nunca acabar: os dois voltam a se falar, dizem não entender como tudo se tornou o que é hoje, prometem se reaproximar, lembram de algumas histórias, riem de certas situações. E fim. Sim, fim. Acabou. O “beijos, até amanhã” se torna “beijos, até o dia em que eu sentir falta e quiser relembrar o quanto o passado foi bom”. Não tem mais assunto, a confiança ou a vontade de contar cada detalhe do seu dia acabou enfraquecendo, novas coisas aconteceram, novas pessoas apareceram, você já não é a primeira pessoa pra quem ele vai contar sobre aquela pessoa que está de olho ou pedir conselho sobre o que deve fazer na hora da confusão dos sentimentos.

A vida é assim, mais do que um livro, é uma série deles. E a cada ponto final de uma última página, infelizmente, algum personagem acaba ficando pra trás ou perde o destaque. Você até olha pra trás e pergunta “Onde foi que a gente se perdeu?”, quando na verdade deveria focar nos momentos em que se encontraram e que, ali, a companhia um do outro era tudo o que importava, cada um com seu papel. Aquela mensagem foi só mais um instante de medo, saudade e desespero, imaginando poder nunca mais encontrar um porto como aquele.

Às vezes a gente se esquece que a vida está cheia de novos deles, basta a gente se libertar do que nos prende primeiro.

Nayara Rosolen.

Daquele jeito, sem jeito!

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Imagem: WeHeartIt

Estava me auto analisando e cheguei a conclusão que não sei ser amiga como as outras pessoas são amigas. Meu cérebro tem uma quantidade limitada de pessoas com as quais vou me relacionar. Não que eu não vá conversar e trocar experiências. Às vezes esse meu jeito me impossibilita também, tenho minhas fases. E meus limites. E em alguns casos a timidez me impede. Mas sempre que alguém precisar, não importa quem, eu vou querer ajudar. Posso ficar te escutando por horas com a maior paciência do mundo e, eu juro, vai ser verdadeiro. Mas não é sempre que eu vou te chamar, não vou sair correndo na rua e gritando igual uma louca quando te encontrar. Aliás, não gosto de gente que fala alto, gritando como se o mundo fosse surdo. Eu não sou.

Posso ser meiga, posso ser grossa, posso ser engraçada, posso ser um verdadeiro tédio, posso distribuir sorrisos ou estar em um péssimo humor. Depende do dia e do que as pessoas me permitem ser. Não gosto de ficar me explicando e não tenho paciência nenhuma pra frescura. Gente que tenta ser o que não é me causa o sentimento de “desculpa, mas prefiro não ficar perto de você”. Não vou fingir ser sua amiga ou gostar de você, não consigo e meu jeito não nega. Também não vou sair te contando tudo da minha vida como se você fosse meu diário. Eu nunca gostei de diário e, quando tentei, não levei adiante. São poucas as pessoas que fazem eu me sentir realmente à vontade. E algumas já fizeram que eu me arrependesse, então não me leve a mal por ser prevenida. Não entendo como as pessoas bebem para melhorar o humor, se no final vão acabar agarrados com o vaso sanitário. Tenho outra concepção de felicidade, mas respeito todas as outras opiniões.

Acredito que pensamento tem poder e na energia que a gente joga pro mundo. Escolho muito bem com quem dividi-la, cansei de me sentir sugada e exausta espiritualmente. Gosto de gente ri, mas acho curioso quem exagera pra forçar uma barra. Sou desconfiada, tenho o instinto de sempre ficar com o pé atrás e só firmo o pé um pouquinho a frente depois de saber o que realmente há atrás da casca. Um só, nunca os dois. Nunca dá pra saber quantas “casas” terei que voltar.

Mesmo assim ainda acredito no amor e na bondade das pessoas. Tenho coração mole. Me arrepio à tudo que se mostra verdadeiro e já chorei lendo algumas páginas de livro. Sou atraída pelo impossível e já cheguei acreditar gostar de sofrer. Assistir um filme com um balde de pipoca e se empanturrando de chocolate, às vezes chega ser anestésico. E me rende boas palavras. Mas não gosto de chorar na frente de outras pessoas e detesto comer com alguém me olhando. Sei lá, já tentei ser de outro jeito, mas a vida me ensinou que não é errado ser assim.

E, de qualquer forma, cada um tira as conclusões que bem entender.

Nayara Rosolen

Parceria é questão de sintonia! 

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Uma conversa, poucas palavras suficientes para unir duas pessoas que aparentemente não tinham nada em comum. Como eu disse, aparentemente. Os gostos vão conciliar, assim como as discórdias, a confiança surge como se conhecessem de outras vidas e as conversas mais bobas só provam que aquele laço é único. Assim como muitos outros existem por aí, mas que ninguém entende, a não ser os envolvidos.

Algumas fases distantes serão necessárias, pra ver que a única que poderia entender não poderá ser ninguém além dela. Piadas internas não irão faltar e basta um olhar para que uma entenda o que a outra quer falar. Vocês vão rir, gargalhar, chegar a chorar e quando pra alguém for contar ninguém vai entender. Talvez nem vocês entendam, mas ao se olharem o riso vai sair como se fosse a primeira vez que estivessem rindo daquilo. Uma virada de cabeça, rolada nos olhos e será o suficiente para passar aquele código. As conversas vão surgir e fluir como se não se falassem há anos, mesmo que uma não pare de mandar mensagem para a outra.

Os anos vão passar, os caminhos vão desviar, a vida vai cobrar, o medo vai vir, assim como o anseio, mas no meio de tudo isso vai ter ela, pra te escutar. E sempre vai ter alguém pra perguntar “Nossa, mas vocês ainda se falam?”, quando na verdade ela é a única que tem falado com você, mesmo estando distante. Espera, não é culpa dos outros estarem mais longe. Amizade é questão de sintonia e sintonia não tem a ver com distância. Nunca teve. Aliás, quem ousou achar que essa distância existe? As pessoas só vêem o que a gente deixa, ou o que se permitem enxergar.

Vocês não vão acreditar, mas as coisas vão acontecer de uma maneira muito parecida dos dois lados e quando uma desanimar vai ter a outra pra soltar algum sinal que só vocês entendem e são capazes de achar graça até mesmo onde já não pareça ter solução. Histórias são o que não irão faltar, das mais “mico do ano” até aquelas “não vou conseguir parar de rir nunca mais disso”. Os apelidos só vocês irão entender. Quando chegarem à idade adulta, vão lembrar de quando uma falava para os pais que ia na casa da amiga, quando ia ver o boy (e a outra sustentava a mentira como se sua vida dependesse disso), as desilusões amorosas (que sempre passaram), as decepções (que fizeram crescer, juntas), as confidências (que existirão pra sempre, vocês sabem). Quando quiser reclamar você vai saber que é só chegar. Não tem cerimônia, não existe isso de “parece que estou atrapalhando”. Pode ser que vocês não concordem em algumas coisas, normal, sinceridade e respeito estão aí pra isso.

O amor da vida dela? Você sabe quem é, mesmo que ela mesma não admita. O rolo da câmera do seu celular vai predominar com prints e fotos de caretas enviadas apenas para tirar uma risada da outra. E quando você precisar de alguma foto “descente” para falar algumas poucas palavras de afeto em alguma data especial: não vai existir. Porque as fotos de vocês duas juntas definem exatamente o que acontece quando vocês se encontram: blábláblá, mimimi e KKKKKK. E vocês, sinceramente, não vão se importar em parecer normais. É nessa bagunça que cedo ou tarde, uma vai usufruir do ombro da outra. Mas, espera…

Quem foi que disse que não existe amizade verdadeira entre mulheres mesmo?

Nayara Rosolen