Ansiedade

Há algum tempo eu venho parando para tentar entender tudo o que acontece ao meu redor, assim como o jeito que reajo às situações. Às vezes é bem cansativo. Às vezes eu nem preciso queimar tanto os neurônios, é tipo um insight. E algumas respostas é como se eu nunca fosse ter. Até porque, acho que existem coisas que a gente não precisa saber. Ou talvez precisamos viver mais para aprender. Vai saber.

Tem dia que dá tudo errado e eu tenho vontade de sumir. Tem dia que dá tudo certo e mesmo assim parece ter algo fora do lugar. E tem dia que mesmo com tudo conspirando contra, eu ainda consigo manter minha mente ao meu favor e agradecer por tudo estar fora do lugar. É que geralmente esses momento acontecem para que as coisas comecem a se reorganizar. É bem louco, a gente se questiona, mas no final acaba vendo que tudo fez sentido.

Nem sempre a gente consegue dar conta das nossas responsabilidades, enquanto a vida tá cobrando o dobro do que a gente já não tem feito direito. Eu falo a vida, mas na verdade são as pessoas ao nosso redor e às vezes até nós mesmos. É cobrança por todo o lado, notificação toda hora, alarme pra tudo, gente cobrando explicação, a mente te lembrando que não vai ter jeito, não vai dar conta. Tudo mentira.

A ansiedade meio que passa a fazer parte da nossa rotina. Acordar com o coração acelerado achando que está sempre atrasado, a cabeça martelando mesmo quando a gente sabe que merece um descanso, a feia mania de achar que tem que levar o mundo nas costas, se importar com todas as pessoas. Menos com a que mais precisa de atenção: nós mesmos. O corpo trava, o cérebro acelera até o limite. Aí chega uma hora que pifa.

Fica difícil trazer a mente para um lugar bom e seguro de novo depois de se afundar. A gente tem que tirar força da onde não tem. Mas depois de um tempo é preciso aprender a lidar. Porque ou a gente se coloca e coloca nossa saúde mental em primeiro lugar, ou começa a pirar.

Música, meditação, yoga, palestra sobre autoconhecimento, livro de autoajuda, terapia, sair com as amigas, chorar pra lavar a alma, orar. Cada um tem um refúgio onde se encontrar.

Nayara Rosolen

 

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#STAG – 7 Coisas para 2017

Bom dia, lindjos!!!

O post de hoje é um desafio criado pelo QG dos Blogueiros em parceria com a designer Letícia Porto. O QG desenvolveu a #STAG, uma TAG com premiação e divulgação com o tema “7 Coisas para 2017”, caso queira participar e concorrer ao brinde ou ganhar uma divulgação no site do QG, só entrar no site e dar uma lida e como funciona (http://www.qgdosblogueiros.com/7coisasem2017/)

Dada a apresentação da TAG, irei direto para a minha listinha para que o post não fique muito grande. No final irei indicar 7 blogs para responder também ❤ Bora lá:

1- Me encontrar 

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Durante os últimos dois anos eu tenho trabalhado muito meu autoconhecimento. Passei a aprender quem eu sou, como sou, me enxerguei de verdade. Hoje eu sei que estou na rota certa, mas uma única rota nos dá a possibilidade de vários caminhos. Esse ano eu pretendo encontrar o meu.

2- Aprender a meditar 

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Nessa mesma onda de reflexão, autoconhecimento, good vibes, aplaudir o sol… Hahahaha Brincadeira! Mas eu nunca meditei e sei que vai ser um desafio para mim, porque se tem uma coisa que me falta nessa vida é concentração. Tenho muita vontade de saber qual é a sensação, de me conectar dessa forma.

3- Sabedoria e discernimento 

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Ano passado quando eu me mudei para Curitiba, eu fui de coração aberto para conhecer gente nova, fazer novas amizades, etc. E eu fiz. Conheci muita gente legal, mas no meio da empolgação levei algumas rasteiras. Todos esses anos em que minha mãe me falava “Que Deus te dê sabedoria e discernimento” eu não entendia muito sobre o que ela falava, já que eu sempre tive muita cautela. Hoje eu entendo. E espero que meu termômetro de encrenca e duas faces funcione melhor.

4- Me aprofundar nas coisas que eu gosto de fazer 

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Como eu disse, agora sei se estou na direção certa do que quero fazer, mas hoje em dia para você se destacar e algo, precisa fazer muito mais do que só o básico e estar na média. Quero ler e me aprofundar cada vez mais nos meus estudos e no que eu quero para a minha vida.

5- Tornar o blog mais profissional 

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Uma das coisas que eu quero aperfeiçoar são os conteúdos e o blog em geral. Há alguns meses eu estou ensaiando para comprar um domínio e dar uma repaginada em todo esse canto aqui. Acho que depois de pensar, repensar, quase desistir, percebi que o blog é uma parte muito grande de mim para não levar adiante. Eu gosto de escrever, eu gosto de estar aqui, por isso quero ainda mais para esse ano.

6- Tirar minha carteira de motorista 

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Há dois anos que eu estou enrolando para tirar a minha carteira, desde que cheguei à maioridade. Não aguento mais a minha mãe falando quando é que eu vou na auto escola desenrolar isso e o meu irmão me enchendo o saco (para virar motorista dele, claro Haha). Esse ano vai!

7- Ser paciente/menos explosiva 

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Eu sou o tipo de pessoa calma que vai aguentando as coisas até quando dá. Não gosto de ficar cobrando, brigando, repetindo mil vezes a mesma coisa. E a hora que saio do sério, explodo tudo o que vou guardando. Isso é péssimo! Depois que aprendi a esclarecer as coisas e dizer o que sinto, melhorei muito, mas ainda guardo muita coisa. Passou da hora de mudar.

Bom, galeris, essas são só 7 das minhas metas para esse ano. Com certeza aparecerão muitas outras, mas acho que deu pra ver que os meus desejos para 2017 são muito mais sobre ser do que ter.

Blogs indicados: Pedaços da minha vida  Querido Diário – Japaneza ↠ Me traz um café ↠ Blog da Tássila  Garota Drama ↠ Com amor, Dani ↠ Psicologia e algo a mais

Quais os desejos de vocês para esse ano?

Beeeijos,

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Você está passando por uma fase difícil? Precisamos falar sobre isso!

Bom dia, gente!!!

Sábado, dia de descanso para muitos (principalmente aqueles que tiveram um feriado prolongado), dia de aproveitar… Mas também dia de refletir! Dia 10 de Setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e por isso durante todo esse mês rola o 1Setembro Amarelo1

Para quem viu, eu fiz um post no 7Seasons falando sobre como detectar se alguém está passando por esse momento crítico e pode chegar a cometer o ato e também como podemos ajudar. Para quem não viu, o post continua lá: Suicídio é coisa séria! Não deixe de conferir.

Mas hoje eu gostaria de falar sobre o assunto de forma mais íntima e direta, com aqueles que possam estar passando por esse transtorno. Muitas coisas podem levar as pessoas à um ato tão cruel consigo mesmo e chegar a tirar a própria vida, principalmente problemas mentais. E com isso quero dizer: depressão, ataques de pânico, bullying, ansiedade, drogas tudo o que possa mexer com a sua sanidade psicológica (causa de quase 100% dos suicídios).

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Acho que vocês já estão cansados de saber que eu comecei a escrever com os meus 11/12 anos, mas isso aconteceu porque eu estava começando a entrar em uma fase delicada. Além de começar a surgir meu interesse e minhas paixõezinhas, eu comecei a ter que enfrentar outras coisas, como autoestima, amor próprio, autoaceitação, autoconhecimento… Era muita coisa ao mesmo tempo! Eu não queria sair de casa e não saía, dava desculpas para não encontrar meus amigos, eu que parecia rata de piscina e passava o dia todo na água se deixasse, recusava convites para ir ao clube com as minhas amigas. Minhas notas que sempre foram boas tiveram uma queda, porque eu já não tinha ânimo para estudar. Tudo se tornava algo grande demais, tudo parecia ser o fim. De repente, tudo o que falaram para mim até aquele momento e que eu não dava a mínima (“você precisa emagrecer”, “você só vai ser feliz quando for magra”, “quando você fora magra vai pode fazer isso, poder vestir aquilo” e etc) começou a pesar para mim. Comecei a me comparar com outras pessoas, a me achar feia, pensar que nunca ninguém iria querer ficar comigo. Sempre tive amigos, que tenho comigo até hoje, nunca recebi xingamentos diretos (apesar de sempre notar como as pessoas me olhavam, ou pareciam olhar), mas “dentro de casa” sempre tive essa pressão para entrar nos padrões. E eu não entendia porque as pessoas que (no meu modo de pensar) deveriam ser as primeiras a me aceitarem e me ensinarem a me amar como fosse, eram as que mais cobravam. Eu me excluía para que as pessoas não vissem o que eu mesma não aceitava em mim. Ficava em casa, na internet, onde eu poderia ser vista apenas com o que eu era por dentro. Anos depois, quando já estava melhor, fui em uma psicóloga e ela disse que eu estava com começo de depressão. Fico imaginando o que ela diria se tivesse me pego na pior fase. Nunca cheguei a tentar nada contra mim mesma, mas tinha pensamentos do tipo “preferiria morrer”, mesmo quando a questão era apenas uma nota baixa, ou quando sentia que não daria conta das coisas. Cheguei a pesquisar na época, muita coisa sobre bulimia e anorexia e muitas vezes tentava devolver tudo o que comia. Para mim, isso não foi muito longe, não continuei, mas para muitas pessoas é uma realidade.

Sei que o que estou contando pode não fazer sentido para a maioria, mas também sei que muita gente também passa por situações como essas calada. Assim como eu, que nunca falei sobre o assunto, até mesmo por medo de julgamentos. Mas em situações como esses o que a gente mais precisa é falar. É discutir, é se ajudar!

Hoje vivo de bem comigo mesma, saio, faço amigos, vou atrás do que gosto e quero fazer. Mas ainda tenho minhas crises, de me fechar para as pessoas e ficar um tempo refletindo. Ainda tenho que lidar com quem acha que minha vida é só pensar no meu corpo. Mas não me deixo abater por muito tempo, me obrigo muitas vezes à sair de casa, porque sei que isso me faz bem, mesmo que uma parte muito grande de mim só queira se trancar. E se hoje eu sou assim é porque eu percebi que precisava de ajuda e fui atrás.

É por isso que não podemos ficar parados e muito menos calados. A minha intenção contando isso é que quem possa estar passando pelo mesmo, sinta que não está sozinha.  Milhares de pessoas passam por dificuldades como essa diariamente, e a cada 40 segundos uma pessoa tira a vida. É triste saber de dados como esse, dói saber que tantas pessoas que poderiam melhorar e ter uma vida feliz e saudável com o apoio necessário, não estão mais aqui para ter consciência disso. Mas essas informações muitas vezes são omitidas e isso só dificulta ainda mais uma ajuda.

NÃO É FÁCIL,  mas tem solução! Então, se está passando por algo, converse, se abra, se não conseguir se abrir com pessoas próximas, procure um profissional, ninguém irá te auxiliar melhor do que ele.

Para quem perceber atitudes e comportamentos suspeitos: não trate com naturalidade, como se fosse bobeira, só uma fase, drama, ou apenas coisa da idade. Pode ser um pedido de ajuda.

E vamos continuar passando para frente essa campanha, divulgar o assunto, colocar em discussão isso que é tão sério e merece nossa atenção!

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Imagem: Pinterest

Ah, e se você quiser compartilhar sua história, deixar sugestões ou mesmo apenas conversar, eu vou amar receber um email seu: sorrirparaencantar@gmail.com 

Imagem em destaque (editada): Pinterest.

Beeeijos e até amanhã 1

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Body Positive-A motivação está dentro de você!

Como anda seu relacionamento com você mesmo? Como tem se enxergado? Qual sua postura diante de si e de tudo o que é? E de que forma isso tem influenciado o seu modo de viver? Nós só transmitimos o que temos dentro de nós e só aceitamos aquilo que achamos ser merecedores.

O Body Positive Movement faz com que você reflita sobre todas essas questões e eu achei um ótimo tema para falarmos sobre motivação! Já citei algumas vezes essas coisas (autoestima, amor próprio, etc) aqui pelo blog, mas discutir sobre assuntos tão sérios nunca é demais e vou tentar relatar um pouquinho de como sempre foi toda essa questão para mim!

Eu nunca tive uma relação tão boa comigo mesma, sempre me achava feia por não estar dentro dos padrões e achava que isso influenciava na forma como as pessoas eram comigo. Na verdade, agora eu entendo que eu fazia de tudo para me esconder e as pessoas não verem aquilo que EU não gostava ou não aceitava em mim. Não gosto de julgar as outras pessoas por atitudes minhas, mas isso era apenas um reflexo de tudo o que eu escutava desde criança. Sempre senti uma pressão muito grande, principalmente por parte da minha família, que até hoje parece ver como um problema. “Quando você for magra, você vai poder vestir tal roupa…” “Quando você for magra, vai poder fazer tal coisa…” “Quando você for magra, fulano vai prestar mais atenção em você…”. Sempre me disseram ser errado a forma como sou e que eu só poderia ter uma vida ou ser feliz quando chegasse a um determinado corpo.

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Imagem: WeHeartIt

Estou falando a partir do sobre peso, porque é o que eu posso dar como exemplo de experiencia própria, mas o body positive envolve muuuita coisa, todos os tipos de corpos e cada detalhezinho neles. Quer um exemplo? Eu sempre tive pintinhas nos braços e algumas pelo rosto, mas nunca dei a mínima atenção, uma vez fui em um maquiador para a minha formatura e ele disse que iria tomar cuidado para não esconder algumas que eu tenho na bochecha, perto do olho e desde então elas viraram meus xodós. São marquinhas minhas, que sempre estiveram comigo, mas que eu nunca tinha parado para reparar que são um diferencial. Parece ser coisa boba, mas é disso que se trata: amar cada pedacinho de você.

Hoje eu queria poder chegar na Nayara dos 11 aos 18 anos e falar “Tudo bem ser assim. Você só precisa se amar, da forma que for.”

A partir do momento em que você passa a se enxergar e se valorizar, mostrar para você mesmo que tudo o que te forma tem valor e, principalmente, respeitar sua estrutura e genética, ninguém mais vai poder dizer como você deve ou não ser e, se disserem, não vai importar. Desde que passei a ver as coisas dessa forma e me impor em certas situações, mostrar que eu to aqui, que eu existo dessa forma e dessa forma irei viver até o momento em que EU decidir que quero mudar, desde que seja melhor para MIM, as pessoas passaram a me respeitar. Mas isso, porque eu me respeito e eu dou valor em tudo o que sou. Não faço mais do meu peso uma grande questão na minha vida e como eu já li várias vezes, em vários lugares… “Tudo depende da importância que você dá”. A mudança começa dentro de você.

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Aqui vão alguns links:

Site oficial do movimento!

↠ Precisamos falar sobre: Autoestima!

↠ INSPIRAÇÃO: Famosas vão contra padrões e assumem suas reais belezas!

↠ Essa bailarina plus size dá uma aula de aceitação do próprio corpo!

↠ Em fotos de estrias, Alicia Keys dá exemplo de aceitação com o corpo!

Também tem algo bem legal rolando no canal Alexandrismos (falei dele aqui: Inscrições de Julho – Vale a pena conhece!). A Alexandra resolveu fazer não só um #VEDA nesse mês de agosto, mas um #loVEDA... 31 dias para começar a se amar.

Só pra gente entrar ainda mais nesse clima, vou deixar um playlist com músicas que defendem esse tema:

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Vocês podem me seguir nas redes sociais:

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Beeeijos ❤

“Ainda que…”

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Ainda que a cabeça pousasse nas nuvens, os pés ainda continuavam firmes no chão. Ainda que acreditasse na bondade das pessoas, mágoas não deixavam que perdoasse algumas delas. Ainda que tivesse um genio forte e uma cabeça teimosa, vez ou outra ainda “queimava a língua” ao mudar de opinião. Ainda que gostasse de sonhar alto e acreditar em seu potencial, havia momentos em que pensava em desistir de tudo. Exceções que a levavam para crises momentâneas, que acabavam em reflexões, que a deixava sempre muito confusa e perdida sobre tudo o que já havia pensado ou acreditado até ali. Uma coisa leva a outra e tudo termina com uma grande bola de neve, incapaz de ser desmanchada… Ainda que fosse ansiosa demais para esperar que o tempo resolvesse todas essas questões.

Nayara Rosolen