Nós PRECISAMOS falar sobre: “Tá todo mundo mal” da Jout Jout!

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Mas antes de falar do livro, nós precisamos falar sobre esse ser humano incrível chamado Julia. Sério. Eu não tô sabendo nem o que falar direito e talvez esse começo de  post fique bem confuso, ou sem nexo, mas eu preciso tentar explicar de alguma forma o que essa pessoa consegue transmitir. E um obrigada gigante pra quem (Rafael, meu house matte) me fez assistir alguns vídeos dela, no começo ano, mesmo quando eu já sabia da sua existência e não tinha ainda tirado um tempo para conhecer esse amor em forma de gente.

Julia é simplesmente quem (para os ET’s que, como eu, perderam tempo não a conhecendo antes)? É a pessoa que fala o que pensa, do jeito mais “dela” possível, fazendo pessoas “felizinhas” (como ela mesma diz e cita várias vezes no livro).

Quando eu soube que teria um livro dela fiquei como? EU PRE-CI-SO! Porque se falando essa mulher já é incrível, imagina escrevendo (confesso que gosto de ler mais do que de ouvir palavras de outras pessoas,  porque ali é quando ela joga o verdadeiro ela mais do que nunca). Então um belo dia entro despretensiosamente em uma livraria (como se a gente acreditasse que eu iria sair de lá com as mãos abanando) e dou de cara com com ele. Quase chorei. Mentira, isso foi depois de lê-lo, mas só de pensar que dei de cara com ele e agarrei na mesma hora e li todas essas coisas maravilhosas, quase choro. Porque só eu sei, Deus do céu, o quanto eu me identifiquei com esse ser e me senti entendida na vida. E – pasmem- decidi o que quero dela, a vida (pelo menos nas últimas 60h ainda não mudei de opinião).

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O selo na capa do livro já nos mostra o que esperar das 196 páginas (que eu li em 6 horas querendo mais 400 delas), “o livro das crises”.

O prefácio é de Caio, namorado de Jout Jout, que conta como foi a primeira vez em que ela mostrou à ele as coisas que escrevia e quando, então, teve coragem de lidar com as críticas, coisa que morria de medo e chegou a chorar (como diz o trecho acima). E todo o resto do livro é apenas Julia sendo Julia.

Contos e crônicas sobre crises que encontramos ao decorrer da vida, claro que com um toque humor e um jeito tão simples e fácil de ler e se identificar, que só poderia vir dela. Contando sobre várias fases da sua vida, “apresentando” alguns amigos mais próximos e não deixando de citar diversas vezes o companheiro, Caio. Desde “A crise constante que era ter um Tamagotchi” onde ela fala sobre a dificuldade de ser mãe de um dinossauro aos 6 anos, até “A Crise da Ausência de Talentos” onde se compara com alguns amigos que já tinham uma vocação na vida e diz que foi difícil encontrar uma coisa na qual fosse realmente boa.

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É impossível não ler o livro imaginando ela contando cada história com sua voz e o seu jeito que, vamos combinar, é único. E eu não sou de ficar “puxando sardinha”, não sou o tipo de fã que fica louca, delira e faz o maior escândalo, mesmo para aqueles em que eu sempre dediquei minha admiração. Mas Julia, não a Jout Jout do Youtube, o ser humano Julia, trouxe à mim uma coisa que vem sendo novidade nos últimos meses, desde que passei a me dedicar à coisas que eu amo fazer: A emoção de me encontrar no que quero ser e fazer na vida.

E, antes de terminar o post, vou deixar que ela diga algumas coisas em um trecho do livro:

A Crise da Aversão à Estética

Hoje coloco meu cabelo de lado sem medo de as pessoas pensarem que estou me achando. Faço a unha, hidrato o cabelo quando dá vontade, não acho que malhar é sinônimo de futilidade, me maquio – mal, mas ainda assim conta -, prefiro usar roupas que favorecem meu corpo e não tenho problema em fazer clareamento nos dentes, coisas que soavam absurdas para mim em tempos de renúncia à vaidade. Tudo isso porque demorei para descobrir que as coisas que faço com meu corpo são para meu desfrute exclusivo e nada têm a ver com meus amigos, família e muito menos com os colegas de classe.

É o mesmo que falar “essa menina não tem noção de ridículo.” O que é noção de ridículo? Eu nunca soube. Quem define esse ridículo? Como os seres humanos todos podem ter a noção do que é ridículo e do que não é? Ninguém pode definir o que é fútil para mim, ninguém decide o que posso ou não fazer. Afinal, é o meu corpo. Assim como eu decido se vou cortar ou não o cabelo da minha Barbie. Não importa, de verdade, se a minha prima acha que é uma má ideia. A boneca é minha, o corpo é meu, eu decido.

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Beeeijos ❤