Acabou.

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É fácil perceber quando algo acaba. Difícil é aceitar. Dói, eu sei que dói. Mas dói ainda mais ficar sustentando sozinho algo que ambos deveriam equilibrar.

Vez ou outra alguém precisa colocar uma forcinha a mais até que tudo se ajeite, mas o tempo todo acaba desgastando, cansando, desanimando. A rotina se torna um chumbo que faz despencar o ânimo de qualquer atividade que precisa ser feita. As horas se arrastam, a falta de concentração toma conta, as coisas ficam pela metade. Da mesma forma que vocês ficaram. Tudo parece ficar pelo caminho, inclusive o cuidado que deveria ter sobre você.

A mente pipoca em motivos para que tudo tenha se tornado essa grande bola de neve. Tudo seria bem mais fácil se fosse dito com mais clareza. Porque você é assim, teimosa, tem mania de ficar remendando panos que não servem para nada mais, precisa que digam com todas as letras aquelas palavras que sabe que vai doer.

Sempre dói, mas também sempre passa. Nada que os fones no último e algumas lágrimas não cicatrizem. Alguma hora esse nó da garganta precisa ser desfeito. O acúmulo de situações e a falta de tempo pra lidar com o que se sente, o torna ainda pior. Queima, causa a sensação de desespero de quem não sabe, ou pior, não tem pra onde correr.

Como já diria Vanessa da Mata “É só isso, não tem mais jeito. Acabou, boa sorte”.

Toda sorte.

Nayara Rosolen

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Continuo eu nessa grande bobagem de me importar demais com pessoas que não dão a mínima. Nessa estranha mania de acreditar em bondade que já não existe. Na falsa esperança que as pessoas ainda podem mudar. Numa perda de tempo em pensar que tudo é recíproco. Poucas coisas são, menos pessoas ainda dão. É perda de tempo, energia e saúde. E a lição que vem como um tapa na cara, que nos faz perceber que de verdade mesmo são aqueles que fazem parte do nosso dia a dia e não quem aparece de vez em quando com uma desculpa qualquer.  – Nayara Rosolen